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Novidades em energia sustentável

Desde 2012 é possível gerar energia residencial e injetar o excedente (aquilo que não é consumido) na rede da concessionária na cidade onde a pessoa reside. De consumidor apenas, o cliente vira também fornecedor. Não é o fim da conta de luz, como previne o professor do curso de Energia Elétrica da Uniritter Felipe Ramos, mas é um modelo baseado em compartilhamento e que ajuda sim a baratear os gastos.

O Sistema de Compensação de Energia Elétrica foi criado pela resolução normativa 482, de 2012. Em manual disponível no site da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), é possível conhecer como funciona, o registro da instalação junto ao concessionário e como usar os créditos da mini e microgeração distribuída, que são as duas modalidades e capacidade de produção.

Tamanho da central geradora de energia elétrica:

  • Microgeração: potência instalada menor ou igual a 75 quilowatts (kW)
  • Minigeração: potência instalada superior a 75 kW e menor ou igual a 3 megawatt (MW) para fonte hídrica, ou 5 MW para as demais fontes.

 

O sistema surgiu principalmente para incentivar a disseminação do uso de fontes renováveis, como energia solar (com uso de painéis fotovoltaicos), eólica e outras fontes. As ditas fontes alternativas registram forte crescimento no Brasil. O Rio Grande do Sul é o terceiro em número de instalações – são mais de mil – de mini e microgeração no País, que soma 10 mil unidades.

Quando a energia injetada na rede for maior que a consumida, o consumidor receberá um crédito em energia (kWh) a ser utilizado para abater o consumo em outro posto tarifário (para consumidores com tarifa horária) ou na fatura dos meses subsequentes. Os créditos de energia gerados têm validade de 60 meses, ou cinco anos!

Caso o cliente que gere energia não queira abater os créditos da conta residencial, o sistema prevê o uso da “moeda energética” em outras unidades previamente cadastradas e que precisam estar na mesma área de concessão. Neste caso, dá-se o nome de autoconsumo remoto, geração compartilhada ou integrante de empreendimentos de múltiplas unidades consumidoras (condomínios).

Um exemplo: uma pessoa que resida em Porto Alegre e tenha casa na praia pode utilizar os créditos para abater da conta de luz do imóvel que fica em Capão da Canoa ou outra localidade que também seja atendida pela CEEE. A exigência é ser a mesma concessionária do ponto principal de consumo.

Além dos créditos

Mas podia ser melhor ainda esta história de produzir energia e gerar créditos. Em vez de abater da conta, o cliente podia receber dinheiro, vendendo mesmo a energia à concessionária, defende o Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Ideal). Em entrevista ao Jornal do Comércio, o presidente do Ideal, Mauro Passos, aponta que as distribuidoras ainda têm restrições quanto à comercialização do volume de eletricidade gerado a mais pelo produtor/consumidor de energia fotovoltaica.

Contudo, o dirigente considera que é uma questão de tempo para que isso seja permitido. “Seria a principal alavanca para esse tema se desenvolver de forma mais acelerada, pois passa a ser uma fonte de renda, como é em alguns países que adotaram esse tipo de regra”, destaca. Passos projeta que esse cenário deverá se tornar uma realidade no espaço de cinco anos.

Fonte:  Jornal do Comércio

Sobre o autor

Diretor Técnico da LuzSolaris, Engenheiro Eletricista e Civil, com mais de 30 anos de experiência na área técnico-administrativa, ex-proprietário de empresas na área comercial e industrial.

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